Era o que a minha mãe me dava antes de qualquer acontecimento que me deixava mais impaciente e me tirava o sono. Há alturas que bem precisava que ela abrisse de novo o frasco e me enfiasse umas colheradas dessa água boca abaixo. Era remédio santo.

01
Fev 13

São 6 da manhã. Uma noite completamente em branco. Já se ouviu o lamento triste da primeira oração da manhã. Depois de ler, de me levantar para beber um chá de cidreira e aproveitar e abrir a janela da sala e ficar a sentir o ar fresco da noite e o cheiro a areia molhada que ainda paira no ar, depois de congelada ter voltado para a cama com a última revista Activa e de a ter lido de capa a capa (com anúncios incluídos), depois de ter levado pelo menos meia hora a tentar encontrar este meu blogue que foi abandonado há uns anos atrás... continuo desperta e fresca que nem uma alface.

Será de ter dormido 14 horas seguidas depois de um dia de trabalho de pesadelo? Será da comida da festa filipina que não me caíu bem? 

Seja o que fôr, estou acordada e o sol está a nascer, escondido não se sabe bem se por nuvens de chuva se por nuvens de areia. Mafee muskila - hoje é 6ª feira e não vou trabalhar, é o que vale.

Pode ser que depois de desligar o computador, beber um copo de leite de soja e comer umas tostas, consiga pegar no sono e ainda dormir o suficiente até acordar a tempo de fazer o arroz doce prometido à dias às outras companheiras de jornada para acompanhar o "chá das 5".

Sim, hoje é daqueles dias em que se a minha mãe me tivesse enfiado duas colheres de água de flor de laranjeira pela goela abaixo teria dado jeito.

publicado por obosmois às 03:18
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