Era o que a minha mãe me dava antes de qualquer acontecimento que me deixava mais impaciente e me tirava o sono. Há alturas que bem precisava que ela abrisse de novo o frasco e me enfiasse umas colheradas dessa água boca abaixo. Era remédio santo.

09
Mar 11
Ela abriu a porta e, de repente, dois gatos atiram-se a ela a miar aflitos. Nem a deixam entrar em casa. Vai afastando-os com um pé devagarinho à medida que pergunta:
-"Então meus queridos o que se passa? Deixem a dona entrar. Vá lá - está tudo bem." - Eles miam e miam, cada um agarrado a uma perna dela (ainda bem que está de calças de ganga e botas de cano alto - menos uns arranhões.).
Acaba por pegar no gato ao colo que logo se agarra com todas as unhas que tem ao casaco comprido que ela ainda não conseguiu despir. A gata continua às voltas à frente dela, ensarilhando-lhe os passos e a miar em "dolby surround". Ela deixa cair a mala no chão à medida que se consegue arrastar até à cozinha sem cair.
De repente um clarão entra pela porta da cozinha e logo de seguida um barulho ensurdecedor estremece a casa. A trovoada começara acompanhada com uma carga de granizo que parecia que ia partir todas as telhas do telhado. Os gatos param de miar e como que congelam.
Estava explicado o terror felino. Não valia a pena planear nada. Enquanto a tempestade durasse ia ter que andar com os gatos aterrorizados agarrados a ela. Mais valia sentar-se e esperar que passasse.
publicado por obosmois às 20:31
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