Era o que a minha mãe me dava antes de qualquer acontecimento que me deixava mais impaciente e me tirava o sono. Há alturas que bem precisava que ela abrisse de novo o frasco e me enfiasse umas colheradas dessa água boca abaixo. Era remédio santo.

21
Mai 07

Estava a chover quando saímos de Lisboa. O frio não condizia com a altura do ano.Entrámos na auto estrada e rumámos a norte. Um domingo diferente era o nosso destino.

À medida que a cidade ficava para trás a chuva também lá ficava e um sol envergonhado espreitava aqui e ali por entre as nuvens cinzentas. Éramos sete e no meio de gargalhadas e conversas cruzadas a estrada ia passando.

Para falar verdade fui sem muita vontade, apenas para não fazer a desfeita a quem me convidou. Mas ainda bem que fui! O estar com pessoas a quem estimo e apoiar alguém no fim do seu ano sabático fez-me melhor que uma tarde de domingo chuvosa fechada em casa, sem tirar o pijama e a dormir a sesta. Falar de outras coisas, rir, cantar ou simplesmente ouvir o galrear do Daniel foi uma terapia melhor que um spa - deu-me forças para enfrentar a vida e alegrar-me com as coisas simples que ela me oferece.

O vento e o cheiro a mar misturado com o aroma de um café quente foram enchendo a pouco e pouco cada um de nós e ao jantar éramos um grupo de amigos felizes à volta de uma mesa, compartilhando o que receberamos ao longo deste dia.

De vez em quando sabe bem sair da cidade para um domingo diferente.
publicado por obosmois às 00:57

19
Mai 07

Não há explicação. De repente ficaram os dois assanhados e a miar em alta berraria. Tiveram que ser separados. Foram dias de stress - cada passo que dava nesta casa tinha que ser com cuidado para que nenhum dos dois se encontrasse e voltassemos outra vez ao calvário de os separar e limpar a porcaria que deixavam pelo chão. O que ficava sozinho, invariávelmente, miava até cair para o lado numa espécie de lamento que me dava vontade de o atirar pela janela fora a alta velocidade. De repente, hoje, depois de algumas bufadelas pouco convincentes voltaram a lamber-se um ao outro e acabaram por dormir a tarde toda enroscados no mesmo cesto.

Não dá para entender. Nem com idas ao veterinário, nem com sedativos nem com sapatadas se conseguiu resolver a coisa e agora...

Pelo menos já não tenho que fechar as portas todas e ficar reduzida ao meu quarto.
publicado por obosmois às 22:40

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