Era o que a minha mãe me dava antes de qualquer acontecimento que me deixava mais impaciente e me tirava o sono. Há alturas que bem precisava que ela abrisse de novo o frasco e me enfiasse umas colheradas dessa água boca abaixo. Era remédio santo.

29
Jul 10

A casa está demasiado quente. A ventoinha está ligada no quarto e o seu zumbido provoca-me uma ligeira dor de cabeça. Estou cansada, ardem-me os olhos mas o calor impede-me de adormecer. Fosse a casa mais alta e ia dormir para a varanda. Para chatear,  uma mosca resolveu fazer o seu treino de vôo à volta da minha cabeça. Há noites mesmo más.

publicado por obosmois às 02:54
sinto-me:
música: hoje não me apetece músicas...

27
Jul 10

Está um calor insuportável. A casa é climatizada em todo o sentido da palavra - fria no inverno e quente no verão. Não consigo perceber se está mais quente cá dentro se lá fora. Também não consigo perceber como é que os meus gatos ainda estão vivos quando eu me sinto a meio passo para a cova. Como não há ar condicionado lembrei-me que seria boa ideia comprar uma segunda ventoinha para fazer companhia à já existente e muito usada, na árdua tarefa de pôr o ar a circular e trazer algum fresquinho às nossas existências. Por acaso, lembrei-me de pedir a opinião ao namorido por sms:

"Mas onde está a ventoinha que compraste o ano passado na Worten??" - perguntou ele.

Este está pior que eu - a ventoinha já é mais velha que a Sé de Braga (pensei eu) - "Está no quarto desde a noite passada..."

"Mas essa do ano passado não está no quarto!!!" - volta ele (bem, bem deve ter tirado o dia para me irritar com uma conversa de surdos! - pensei eu, mas não disse). "O ano passado compraste uma igual à da casa do Algarve e até a puseste o verão todo no quarto! É aquela que espalha o ar em várias direcções!!" - continua ele a insistir.

"Bem, se comprei deve estar guardada em algum lado..." - disse eu, já a caminho de casa só para o calar. "Quando chegar a casa vou procurá-la." (até parece que a casa é um palacete do séc.XIX, cheio de quartos e salas secretas). O que é certo é que o resto do caminho para casa vim mais a pensar se ele tinha razão do que a tomar atenção ao trânsito. E se eu comprei mesmo uma ventoinha o ano passado que foi usada intensamente no meu quarto e eu não me lembro minimamente? E se ele está a fazer confusão com outra ventoinha e outra casa qualquer que não a nossa?

Mal cheguei a casa fui directa à despensa e (para meu grande espanto e enorme alívio) lá estava a ventoinha arrumadinha a um canto, sossegadinha dentro de um grande saco azul de plástico, à espera pacientemente de cumprir a função para a qual foi criada. A parte da "outra ventoinha e outra casa que não a nossa" ficou resolvida...mas a parte de eu me ter esquecido completamente que a tinha comprado no verão passado ( e não há milénios atrás) está a matutar na minha cabeça - será que estou a ficar ché-ché ou isto é apenas um mecanismo de libertar espaço no disco rígido e só me lembro do que é realmente importante???

publicado por obosmois às 22:16
sinto-me:
música: "Whem I get older" - The Beatles

25
Jul 10

Hoje, como não tinha nada para fazer, resolvi criar um blogue - este blogue. Deve ter sido o calor que se fez sentir ao longo do dia, que de alguma maneira desencadeou alguma reacção estranha no meu cérebro que me fez tomar tal decisão. Mas também num domingo quente como este, com o namorido de serviço e as praias a abarrotar de gente...que mais se poderá fazer?

Mas voltemos à razão de ser desta coisa. Não pretendo fazer filosofia barata nem dissertar sobre a crise económica e o estado da nação, até porque nunca tive jeito nem para uma coisa nem para outra. Pretendo apenas partilhar as aventuras e desventuras do dia-a-dia de uma ex-solteirona, habituada a viver com 2 gatos e que decidiu entrar para o clube dos casados e viver com 2 gatos e um homem. Não, não vou nem lamentar-me nem enumerar as alegrias da vida de casada. Ao fim de quase 1 ano posso dizer que a experiência está a ser, no mínimo, interessante. E não estou a falar do encaixar de personalidades diferentes nem de ritmos diferentes, mas sim da aventura que é de repente o tempo e o espaço deixarem de ser só nossos e andar alguém a "tropeçar-nos" nos pés (como diria a minha mãe). Se outros sobreviveram acho que tambem vou sobreviver.

publicado por obosmois às 23:16
sinto-me:
música: Always looking the bright side of life

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